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O problema dos resíduos micro e nanoplásticos

Atualizado: 11 de dez. de 2023

uma revisão sobre efeitos tóxicos e impactos ambientais.





Na sexta-feira, 08 de dezembro, às 14h, aconteceu na PUCRS a palestra sobre os problemas dos resíduos de micro e nanoplásticos. O encontro contou com a apresentação do Dr. Kauê Pelegrini https://www.linkedin.com/in/kau%C3%AA-pelegrini-56562399/ e Dra. Talita Pereira https://www.linkedin.com/in/talitacbpereira/


O estudo foi um review dos papers existentes sobre a temática, com base numa pesquisa bibliográfica profunda, catalogando os estudos mais relevantes, categorizando e organizando as informações de utilidade pública para a ciência e para a vida no Planeta Terra.


Durante a fala, o Dr. Kauê apresentou a "Plastic Tracker" da Ocean Clean Up, uma plataforma de rastreio do caminho do plástico pós-consumo, dando a ideia da jornada que ele percorre até parar nos oceanos.

A jornada percorrida pelos resíduos plásticos de Porto Alegre até o Oceano Atlântico, conforme a plataforma.


Falando nisso, vimos as 5 grandes ilhas de plástico hoje em dia, a sua localização e o impacto que elas representam para a fauna e a flora marinha e terrestre.


Sobre a distinção entre micro e nanoplástico, foi mostrada uma tabela diferenciando:

- Macroplásticos são partículas plásticas maiores do que 5mm;

- Microplásticos são partículas plásticas menores do que 5 mm e maiores do que 1µm;

- Nanoplásticos são partículas menores do que 1µm* (impossíveis de serem vistas a olho nu).

*100 µm = limite da visão humana.


Entre os microplásticos existem dois tipos de contaminação:

- Contaminação Primária – aquelas que o material vai parar na natureza na forma original de fábrica;

- Contaminação Secundária – a partir da degradação do material, contaminando o meio ambiente.


Para a pesquisa dos artigos científicos foi utilizada a Plataforma SCOPUS – como palavras chaves: Microplásticos x Nanoplásticos x Toxicidade.


Através dessa pesquisa bibliográfica com mais de 1.000 papers, foi possível realizar um filtro e categorizar em torno de 600 pesquisas e construir uma grande planilha para análise dos dados de cada artigo.


Foram considerados artigos científicos que referenciaram micro e nanoplásticos.


Dentre as inúmeras informações apresentadas, organizamos algumas:


Os plásticos mais estudados foram: PE, PP, PS, PET, PVC, além de outros que baixa referenciação. Na esfera micro, os mais pesquisados foram PE e PS. Na esfera nano, o mais pesquisado foi o PS.


O PS foi considerado o plástico mais tóxico na esfera NANO.


Sobre os materiais:


- PP (Polipropileno) – Um material muito suscetível à oxidação por radiação solar. É bem comum encontrar na areia de praias e nas ruas de cidades.


- PET (Polietileno Tereftalato) – Um polímero termoplástico patenteado em 1941 por dois químicos britânicos, John Rex Whinfield e James Tennant Dickson, formado pela reação entre o ácido tereftálico e o etileno glicol. Utiliza-se principalmente na forma de fibras para tecelagem e de embalagens para bebidas. Material muito suscetível a oxidação por hidrólise (água). É comum encontrar nos oceanos, em córregos e cursos de água nas cidades.


88% dos artigos tinham origem comercial (encomendados por empresas).


A maior parte dos organismos estudos (espécies utilizadas em pesquisas) tinham condicionantes de mercado, como por exemplo o peixe-zebra (Danio rerio) sendo um dos animais de laboratório mais utilizados no mundo, o que pode causar o pré-condicionamento na pesquisa - ou um resultado mascarado.


De um modo geral, o plástico é mais subletal do que letal nos organismos, sendo muito recente os estudos das implicações que eles podem gerar a longo prazo.


É importante lembrar que a indústria do plástico é recente diante da história da humanidade, e os seus impactos nas futuras gerações ainda são incertos.


O fato é que tanto o Micro quanto o Nanoplástico nos apresentam um grande desafio, o de voltar à cadeia de uso e não ficar exposto no meio ambiente.


Saímos com mais perguntas do que respostas desse evento, sendo combustível para as nossas ações de educação para a sustentabilidade.


Agradecemos ao NanoPUCRS pela oportunidade e ao professor Ricardo Papaléo pelo convite para participar desse partilha tão rica e esclarecedora.









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