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Pacto Alegre cria projeto para incentivar reciclagem e otimizar gestão dos resíduos da Capital

Em meio a segunda maior enchente na história recente do Guaíba, startup Green Thinking e empresas se unem para evitar que mais plástico vá parar nos arroios e rios que causam inundações na cidade

Startup Green Thinking surgiu em 2017 e será eixo central de projeto voltado a gestão dos resíduos na Capital.

Brenda Parmeggiani / Comunica Mais Assessoria/Divulgação


Em meio a maior enchente do Guaíba das últimas oito décadas, as empresas e instituições que compõem o Pacto Alegre em busca de soluções inovadoras para a Capital acolheram, nesta quinta-feira (23), um projeto que pretende evitar que mais resíduos plásticos acabem nos córregos, ação que acaba contribuindo para as inundações. Além disso, a iniciativa tem o objetivo de promover economia para os cofres públicos.


Mirando em uma melhor gestão dos resíduos no espaço urbano, a startup Green Thinking foi aprovada por unanimidade como facilitadora do novo projeto do Pacto, chamado de "Gestão dos Resíduos e Circularidade".


— Nosso objetivo é que Porto Alegre seja uma cidade lixo zero. Um ambiente lixo zero é feito por separação de lixo e reaproveitamento de resíduos orgânicos caseiros no ciclo biológico dele pela compostagem. Promovemos isso educando os diferentes públicos em diferentes escalas e níveis de participação no caminho do lixo na Capital — explica o fundador Lucas Fontes, ao lado da sócia Paula Moletta.

A partir do conhecimento e ativismo ecológico da startup, empresas e iniciativas do Pacto Alegre pretendem reduzir a má destinação do lixo. Indiretamente a melhoria nos índices de reciclagem vai gerar uma economia nos processos de transporte dos resíduos da cidade.


Atualmente, todo o lixo da Capital é levado em caminhões para a estação de transbordo da Lomba do Pinheiro, onde é separado. Lá, o que é reciclável é vendido para empresas de reciclagem, e o que não é, entra novamente em caminhões para ir a Minas do Leão, cidade do aterro sanitário, em uma viagem diária de 176 quilômetros por caminhão.

A startup, que tem laboratório no Parque Tecnológico da PUCRS - Tecnopuc, já começou a implementar a política "lixo zero" em seus espaços e eventos, além de participar de debates de legislação neste sentido na Câmara de Vereadores. Em um segundo momento, querem convencer os prédios vizinhos e toda a universidade no mesmo objetivo, abrangendo o bairro Partenon e áreas vizinhas, até chegar em todas as áreas da cidade.

— Se todas as casas e empresas fizerem a compostagem do próprio lixo orgânico e entregar o lixo reciclável na coleta seletiva, pode cair pela metade o custo que a prefeitura teria transportando este lixo, além de reduzir a quantidade de resíduos que vai parar no Guaíba — resume Fontes.

Inovação como solução

O evento foi a última reunião das empresas que fazem o Pacto Alegre em 2023. Além da iniciativa de gestão dos resíduos, os outros três projetos que já estão em andamento receberam atualizações. São elas: “Cidade Educadora”, que destaca e conecta iniciativas para engajar as comunidades educacionais da rede pública, Destino Poa, que criou um site e promove iniciativas turísticas na Capital, e os “Territórios Inovadores”, que leva tecnologia e infraestrutura para sete comunidades economicamente desfavorecidas onde soluções e conexões profissionais tem gerado valor.


Internet e luz são coisas básicas hoje em dia. É uma caminhada importante para nos levar a uma cidade cada vez mais inclusiva. Já vemos pessoas de diferentes idades que se aproximam ao hub Formô para “roubar nossa internet”, o que abre uma chance para fazermos trocas de ideias — disse Michel Couto, agente de inovação responsável pelo território inovador no Morro da Cruz.

— Não podemos falar de cidade inovadora se não chegarmos aos periféricos para transformar estes territórios. Precisamos de ações e métodos que possam virar sementes de possíveis novas políticas públicas — complementou Cesar Paz, do coletivo Poa Inquieta, consultor destes hubs de inovação.


Clima preocupa


Na abertura do evento, o vice-prefeito Ricardo Gomes destacou as dificuldades da gestão municipal no atendimento urgente e constante da população das Ilhas que é afetada pelas cheias recentes do Guaíba. Com duas inundações históricas nos últimos três meses, o representante da prefeitura pediu que os empresários e organizações participantes do Pacto pensem em soluções que incluam esses cidadãos na rota do desenvolvimento urbano.


— A prefeitura quer melhorar o atendimento e o entendimento dessa população. O Pacto Alegre é a sociedade organizada para ajudar outras partes da sociedade. Então peço que vocês nos ajudem não só com dinheiro para doações, mas também com inteligência e soluções — clamou Gomes.

As próximas reuniões do Pacto Alegre estão marcadas para os dias 21, 27 e 29 de fevereiro de 2024. Nestes compromissos, as empresas e organizações devem passar a manhã trocando ideias e construindo ações para cada um dos quatro projetos escolhidos como foco da atuação da organização para o próximo ano.


Matéria do ZH do dia 23/11/2023 - 15h25min do jornalista ROGER SILVA. Acesse a matéria aqui!

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