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Por onde começar?

Atualizado: 27 de set. de 2023



Sempre tem que haver um início. Isso é crucial pra simplesmente tudo. É uma regra básica da existência, haver um start. Mas nem sempre o botão “play” vem sinalizado e é aí que bate aquela dúvida cruel: por onde começar?


A procrastinação por iniciar uma tarefa é uma atitude que atinge grande parte das pessoas e a dificuldade em dar o pontapé inicial em determinados projetos é incutida ao número de atividades paralelas que existem, uma isca muito eficaz para a nossa atenção. Ainda mais com a internet, com o acesso às informações de maneira instantânea e toda a história das redes sociais na vida das pessoas.


Mas eu precisava começar, eu tinha que escrever alguma coisa e não sabia o que, na verdade eu tinha inúmeros assuntos para escrever aqui: poderia ser um texto sobre a Associação de Surf de Porto Alegre, um projeto que estou liderando junto com uma equipe de jovens empreendedores que está super motivada e vem fazendo um trabalho de fomento e desenvolvimento do surf. Poderia ser uma matéria sobre o último evento da ASPOA, o Snapshot Farol de Santa Marta, uma competição interativa de fotografia de surf que aconteceu na Praia do Gravatá — Cabo de Santa Marta. Ou então seria uma passagem sobre o projeto de Empreendedorismo e Sustentabilidade que se chama GREEN THINKING e trata sobre os meus pensamentos verdes dentro da temática, uma aula itinerante que surgiu de um convite para um bate-papo com os alunos da Escola de Administração da UFRGS. Pensei também em escrever algo sobre o Solar Santa Marta, estabelecimento de hospedagem na Praia do Camacho, região do Cabo de Santa Marta/SC, um negócio familiar que há 5 anos administro juntamente com meu pai. Pensei muito em contar sobre as práticas de permacultura que começamos a realizar no Solar e sobre os eventos socio culturais que acontecem por lá.


Mas não.


Resolvi escrever sobre o meu começo, contando por onde iniciei minha redação e o motivo desse ter sido o primeiro passo.


O primeiro contato com a literatura no papel de escritor foi no Colégio Conhecer, ano de 2002, eu cursava a 7ª série do ensino fundamental, e veio o convite da professora Ilda Maria Brasil, a principal responsável por toda essa história, em participar de um livro de poesias da Sociedade Partenon Literário. O Partenon é um grupo de escritores gaúchos que desenvolvem a poesia no estado, fortalecem o movimento cultural e apoiam novos escritores. Achei fantástico. Então veio a primeira publicação. Com apenas 13 anos eu participava de um livro de poesias da Sociedade Partenon Literário, que grande começo!?! Dois anos depois um novo convite para integrar outra coletânea de poesias, e lá estava eu novamente publicando mais alguns versos num livro. Obrigado professora Ilda Maria Brasil pela introdução à literatura.


Uma figura incentivadora é muito importante para o início, é o farol que guia o caminho quando não sabemos por onde ir. Muitas vezes o começo é retardado pelo simples fato de não sabermos qual direção seguir, e uma pessoa que ajude com isso, tem um peso enorme ao princípio de tudo. A motivação para perseverar é interna, é importante ter o objetivo claro, mesmo que ele não seja o principal foco (no meu caso, o foco é no aprendizado e não no resultado!), mas incentivos são sempre positivos e nos ajudam a prosseguir.


Pessoas e estímulos que facilitam o processo tem um papel de peso em qualquer tarefa, seja na área que for. Eles são catalisadores da mudança, e responsáveis pela ação do indivíduo. Veja bem, eles não são os únicos responsáveis por essa atitude, mas tem o poder de auxiliar/estimular o indivíduo. Então quando não sei por onde começar, eu procuro alguém ou algum estímulo específico para startar determinada ação.


A primeira instância parece meio lógico: vou começar pelo único lugar possível, o começo! Mas essa sentença não é bem verdade, quando não sabemos onde fica o começo, ou quando ele se inicia…e é importante salientar que não é demérito iniciar pelo fim, que alterar a lógica pode ser muito gratificante e esclarecedor. Questionar-se também é sair desse paradigma, pensar fora da caixa implica em não começar pelo princípio, mas buscar um propósito forte para iniciar.


E é nessa batida que eu começo a redigir essa passagem….me ispirando em pessoas que mostraram a direção a ser seguida, e que nem mesmo a distração das redes sociais impediram de escrever.

Vitória!!!


Aprendizado: quando não souber por onde começar, busque pessoas e/ou estímulos que sinalizem a direção, mas acima de tudo, o propósito para iniciar!


*texto escrito por Lucas Fontes em 15/09/2017

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